Bombeiros Voluntários de Paço de Arcos criam equipa cinotécnica para ajudar na busca e salvamento de pessoas

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Os Bombeiros Voluntários de Paço de Arcos apresentaram publicamente nas cerimónias das comemorações do seu 124º Aniversário, no passado dia 18 de Novembro, a sua mais recente equipa cinotécnica de busca e salvamento de pessoas.

A Busca e Salvamento consiste no treino e uso de cães na detecção de vítimas que se encontram desaparecidas. Os cães são uma mais-valia pois conseguem detectar o cheiro humano a grandes distâncias. Um cão tem em média 220 milhões de células olfactivas em comparação com o ser humano que possui apenas cerca de 5 milhões dessas mesmas células olfactivas, aliado a sua grande mobilidade em terrenos de difícil acesso, um cão de busca é uma “ferramenta” muito eficiente e rápida na detecção de vítimas desaparecidas.

Para que um cão de Busca e Salvamento seja um excelente membro activo, necessita de ter treino de obediência desde cedo e de ser correctamente sociabilizado para que saiba agir correctamente na área de busca. Treinar um cão para ser um cão de Busca e Salvamento requer tempo, paciência e compreensão pelo animal perante as suas individualidades.

A equipa cinotécnica dos Bombeiros Voluntários de Paço de Arcos é constituída por voluntários que têm como principal objectivo a sua intervenção rápida e eficaz em situações de resgate e salvamento de pessoas desaparecidas, tanto em ambientes de catástrofe como simples emergências. Estão preparados para realizar buscas em grandes áreas e escombros.

Neste momento, a equipa cinotécnica é composta por 4 elementos e 4 cães:
• Bombeiro de 2ª, Miguel Maia – Átila (raça Pastor Belga-Malinois);
• Estagiário, Miguel Marques – Gi (raça Pastor Belga-Malinois);
• Estagiário, Nuno Morais - Verdi (raça Pastor Belga-Malinois);
• Estagiário, António Vinagre – Hope (raça Pastor Belga-Malinois).

Os treinos da equipa cinotécnica dos Bombeiros Voluntário de Paço de Arcos, são realizados maioritariamente ao fim-de-semana, intercalados com alguns durante a semana. O tempo de duração do treino de cada animal é variável. Mas, em média, ao fim de um, dois anos é possível obter um cão apto a responder às exigências do trabalho.

Apenas 30% dos cães treinados atingem a operacionalidade conseguindo superar os mais variados desafios e cumprindo a sua função, marcando através do ladrar a presença de vítimas, por isso o treino para esta vertente deve de ser muito exigente no seu planeamento, e os critérios de aprovação muito rigorosos.

Foi efectuado um investimento bastante reduzido por parte da corporação. Os mentores da equipa, Bombeiro de 2ª, Miguel Maia e o Estagiário, Miguel Marques, apresentaram ao Comando e à Direcção a constituição desta equipa, única no concelho de Oeiras e arredores, tendo sido desde logo reconhecida a sua mais-valia, e sido aceite e integrada no Corpo de Bombeiros. Além disso, procuraram os patrocínios, e através de um peditório, conseguiram adquirir um veículo para o transporte dos cães e dos equipamentos de salvamento de animais e pessoas, aquisição de fardamento, coletes e placas identificativas, num investimento global na ordem dos 2 mil euros.

Procuram ainda patrocínio por parte de clínicas veterinárias que garantam o tratamento, vacinação e alimentação dos animais, bem como de empresas que forneçam o equipamento de busca e salvamento ainda em falta.

Os cães, quando não estão em treinos, ficam em casa dos seus donos, voluntários que além de companheiros de equipa são os seus proprietários e seus cuidadores.

Actualizado em ( Domingo, 26 Novembro 2017 18:05 )  


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