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Comandantes

A Associação teve até à presente data, 10 Comandantes, adiante discriminados. A maior permanência no Comando foi a de José de Oliveira Raposo (33 anos 5 meses e 27 dias). Dos 10 Comandantes, seis deixaram de desempenhar as suas funções em virtude de terem pedido a exoneração e outros três faleceram ainda providos no seu cargo (Carlos Vieira Ramos, Mário Passos Correia de Almeida e Luís Filipe Silva Araújo, este último, em serviço).

José de Oliveira Raposo (1893Out30 a 1927Abr26) - Da sua folha de matrícula, destacamos, "foi escolhido pela Câmara Municipal de Oeiras para chefe de uma Companhia de Bombeiros Municipais que então se instituiu, tendo recebido instrução no Corpo de Bombeiros Municipais de Lisboa". Após a fundação dos Bombeiros Voluntários do Concelho de Oeiras, foi por unanimidade eleito chefe da secção de Paço de Arcos". Em 1 de Novembro de 1907 recebeu o Diploma de louvou pelo valioso serviço prestado a bordo do salva-vidas, conseguindo, debaixo de temporal fornecer mantimentos ao pessoal da Torre do Bugio, por meio de um cabo vai e vem. No mesmo ano foi nomeado pela Comissão Executiva dos Socorros a Náufragos chefe desses serviços. Em Março de 1927 foi nomeado Comandante Honorário da Associação, e em Abril foi nomeado para o lugar de Sub Inspector dos Serviços de Incêndios do Concelho, lugar que exerceu até ao seu falecimento.

Carlos Vieira Ramos (1928Jan5 a 1939Dez23) - Em 5 de Dezembro de 1927 em reunião conjunta dos Corpos Activos e Auxiliares, por proposta da Comissão Técnica, foi nomeado por aclamação 1º Comandante. Exerceu desde Julho de 1926 a Fevereiro de 1931 o lugar de Vereador do pelouro dos incêndios no Concelho de Oeiras. Em Julho de 1932 foi eleito Presidente do Conselho Fiscal da Liga dos Bombeiros. No Congresso de 1934, foi eleito Presidente do Conselho Administrativo e Técnico da Liga dos Bombeiros, lugar para o qual foi sucessivamente eleito nos Congresso realizados em 1936 e 1938. Ficará para sempre lembrado "como "bom demais", quando as normas rígidas da disciplina exigiam uma rigorosa aplicação de sançoes, mas a sua consciência não se prestava à mágoa do castigo e antes pendia sempre ao perdão e ao esquecimento". Em 1937 foi nomeado, pelo Conselho Técnico da Liga dos Bombeiros, para ir a Londres, a convite do Presidente da "Fire Brigades de Norfolk" a representar a Liga nas festas da coroação do Rei Jorge VI. Na sua estada em Inglaterra, recebeu a nomeação de membro de honra da Fire Brigade de Norfolk.

José de Jesus Teixeira Jr. (1942Out2 a 1949Out14) - Desde a morte de Carlos Vieira Ramos que substitua o problema de encontrar um Comandante em termos definitivos. Comandara já as Corporações de Silves, da qual fora Comandante Honorário, e Beja, na década de trinta. O facto de residir em Lisboa, parece ter prejudicado sempre um mais desejável acompanhamento das actividades da Corporação e, cumulativamente, uma situação de doença, terá concorrido para o seu pedido de demissão. Quase dois anos depois (1951.AGO.3), alistou-se como Comandante dos Bombeiros Voluntários da Ajuda, onde prestou serviço até passar para o Quadro Honorário. Da sua folha, a destacar as seguintes condecorações: Medalha de Honra, da Federação dos Sapadores Franceses e Luxemburguenses; Medalha do Ministério da Instrução Pública Francesa; Medalha de Mérito (Ouro), da Cruz Verde de Milão; Cruz de Mérito da Águia Alemã; Medalha do Comité Técnico Internacional da Prevenção e da Extinção do Fogo. Foi-lhe ainda concedido o grau de Grande Oficial da Sereníssima Ordem da Cavalaria Internacional "Cavaleiros da Paz", por proposta da Cruz Verde de Milão.

Manuel Marques Pinhanços (1950Mar28 a 1954Set3) - Era irmão de José Marques Pinhanços, subchefe dos Motoristas da Corporação. Na Associação foi ainda vice-presidente da Direcção. Compromisso de ordem profissional, seguidos da sua mudança de residência para Lisboa, conduziram, sucessivamente, aos seus pedidos de passagem à inactividade no quadro e demissão, nenhum deles aceite, acabando por passar à situação de inactividade fora do quadro.

Mário Passos Correia de Almeida (1955Jan28 a 1970Jan3) - Foi proposto pela Direcção para Comandante, devido a ser "pessoa que, pelos seus méritos pessoais, educação militar recebida, relações sociais e interesse pelos problemas da Associação, parece ser a pessoa nas condições de bem exercer o cargo acima de quaisquer interesses de grupo e a contento, finalmente, dos que apenas se determinam pelo prestígio da Corporação". Quando faleceu, a Associação reconheceu-lhe "devedora a tão ilustre figura, ao longo de quinze anos de um trabalho proveitoso e de uma actividade intensa, da qual resultou um valor transcendente, quer em património, quer em prestígio para a nossa Associação, que achamos de inteira justiça realçar publicamente" e deliberou "por unanimidade e em presença do seu corpo", conferir-lhe a título póstumo, a medalha de Serviços Relevantes (Ouro). O seu espólio, do qual se destaca ainda a medalha das British Fire Service Association, foi oferecido à Liga dos Bombeiros Portugueses, em cuja sede se encontra exposto, na Sala de Honra, para "mostrar aos vindouros o seu magnífico exemplo de solidariedade humana".

Luís Filipe da Silva Araújo (1970Mar15 a 1986Ago31) - Alistou-se em 1943 no Corpo Auxiliar dos Bombeiros Voluntários Lisbonenses, corporação na qual atingiu o posto de subchefe (1960). Transferido para a Corporação paço-arcuense (1968) foi eleito 1º Secretário da Direcção e veio a tomar posse no lugar de Comandante, no desempenho de cujas funções faleceu, vitimado por um enfarte de miocárdio. Da sua ficha individual destacam-se as seguintes condecorações: Medalha de Agradecimento da Cruz Vermelha Portuguesa, pelos serviços prestados na troca de feridos, no porto de Lisboa, durante a II Grande Guerra (1945); Sócio Benemérito da Liga dos Bombeiros Portugueses (1977); Relator do Conselho Fiscal da Federação dos Bombeiros do Distrito de Lisboa (1983); Medalha de Ouro - Relevantes Serviços, da Liga dos Bombeiros Portugueses (1983).

Jorge Manuel de Pina Paiva e Pona Franco (1987Jan25 a 1994Abr06) - Capitão-Tenente Fuzileiro, frequentou a faculdade de Medicina de Lisboa. Possui, nomeadamente, a medalha das Campanhas de África (Angola 1973/75). Foi campeão nacional de florete (1969) e é dirigente dos Lions Clube de Paço de Arcos e da Federação Portuguesa de Esgrima. Devido a compromissos profissionais, pediu a exoneração do cargo de Comandante da Associação.

Artur de Matos Gueifão (1994Abr06 a 1998Abr15) – Diplomado em Construção Civil é eleito para a Direcção da Associação em 1991. Ingressou no Quadro de Comando como 2º Comandante em 1993.NOV.12, cargo que desempenhou até 1994.ABR.06, data em que foi nomeado Comandante do Corpo de Bombeiros. Possui a Medalha de Cobre de Comportamento Exemplar, condecoração obtida no cumprimento Militar na Armada Portuguesa. Frequentou vários cursos técnico-profissionais destacando-se “Bases para o Calculo de Estruturas Metálicas” e “Actualização para o Cálculo de Estruturas de Betão Armado e Pré-esforçado” entre outros. No âmbito do Corpo de Bombeiros, e, no sentido de estar sempre o mais actualizado, frequentou vários cursos e seminários temáticos dos quais se destacam Curso de Quadros de Comandos ministrado pela Escola Nacional de Bombeiros, Simpósio Internacional das Estruturas dos Bombeiros, Materiais plásticos – seu comportamento ao fogo, Tecnologia dos gases combustíveis e Prevenção e segurança contra incêndios em estabelecimentos Hoteleiros. Desenvolveu algumas actividades culturais destacando-se as seguintes: - Fundador e Director do Jornal “O FUZILEIRO” edição da Escola de Fuzileiros (1968/1969) e Fundador e Director do Grupo Desportivo e Cultural da Figueirinha – Oeiras (1979/1980). Solicita a sua demissão do cargo de Comandante, por motivos particulares, em 1998.ABR.15

José Domingos Castro dos Santos (1998Jul16 a 2007Mai22) – Foi admitido no Corpo de Bombeiros, no posto de Cadete, em 1978, aos dezassete anos, tendo sido Aspirante, Bombeiro de 3ª, 2ª e 1ª Classes, Subchefe em 1995. Por proposta do Comandante Artur de Matos Gueifão ascende ao cargo de 2º Comandante em 1996AGO05. Por o Comandante antecessor solicitar a sua demissão do cargo, desempenha até à nomeação do novo Comandante o cargo de Comandante interino. Por proposta da Direcção é nomeado Comandante em 16 de Julho de 1998. A sua carreira, ilustra-se com doze medalhas e três diplomas de louvor das Direcções da Associação, destacando-se as Medalhas de Prata do Instituto de Socorros a Náufragos, da Câmara Municipal de Oeiras, Medalha de Ouro da Liga dos Bombeiros Portugueses e a Medalha de “Serviços Distintos” Grau Bronze da Associação. Frequentou vários cursos técnico-profissionais no âmbito da Qualidade e no âmbito dos bombeiros frequentou vários cursos e seminários temáticos dos quais se destacam Curso de Comandos ministrado pela Escola Nacional de Bombeiros, com os Módulos de Organização Jurídica, Administrativa e Operacional e de Supressão de Incidentes, Seminário “Fogos Florestais / Contra Fogo” e “Materiais Plásticos - seu comportamento ao Fogo”.

Luís Filipe Figueiredo da Silva (2007Mai22 até à actualidade) – Foi admitido no Corpo de Bombeiros, no posto de Cadete, em 1976JUL26, tendo sido Aspirante, Bombeiro de 3ª, 2ª, 1ª Classe e Subchefe em 1995. Por proposta do Comandante José Domingos Castro dos Santos, ascende ao cargo de 2º Comandante em 2000JUL18. Em virtude do Comandante antecessor solicitar a sua demissão do cargo, e por proposta da Direcção, é nomeado Comandante em 22 de Maio de 2007. Na sua carreira, ilustram-se vários louvores em fogos florestais, dezassete medalhas, e três diplomas de louvor das Direcções da Associação, destacando-se a Medalha de Ouro do Instituto de Socorros a Náufragos, Medalha de Ouro da Câmara Municipal de Oeiras, Medalha de Ouro da Liga dos Bombeiros Portugueses e a Medalha de “Serviços Distintos” Grau Prata da Associação. Frequentou vários cursos técnico-profissionais no âmbito da Protecção Civil. No âmbito dos bombeiros, frequentou vários cursos e seminários temáticos dos quais se destacam, o Curso de Comandos ministrado pela Escola Nacional de Bombeiros, com os Módulos de Organização Jurídica, Administrativa e Operacional, de Supressão de Incidentes, de Liderança e Comando, Curso de Matérias Perigosas e o Curso de Posto de Comando em Fogos Florestais.

in "Os Bombeiros de Paço de Arcos - 1893/1993" de Rogério de Oliveira Gonçalves.

Actualizado em ( Quarta, 29 Julho 2015 09:49 )  


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