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História sobre a sua Fundação (1893.Out.30)

"E que em caso que se algum fogo levantasse, o que Deus não queira, que todos os carpinteiros e calafates venham aquele lugar, cada um com seu machado, para haverem de atalhar o dito fogo. E que outrossim todas as mulheres que ao dito fogo acudirem, tragam cada uma seu cântaro ou pote para acarretar água para apagar o dito fogo". Assim reza a carta Régia (1395.AGO.23) de D. João I, o mais antigo documento conhecido referente à organização de um serviço de incêndios em Portugal. No concelho de Oeiras e no que possa interessar, a actividade dos bombeiros veio a desenvolver-se de acordo com a seguinte cronologia:

 

1864.SET.19 - Ofício do regedor de Oeiras, remetendo relação dos indivíduos que foram gratificados pela Câmara, "pelos serviços que prestaram no incêndio que teve logar em Paço d' Arcos na noite de 11 de Settº de 1864";
1866.AGO.28 - Ofício da Administração do Concelho de Oeiras "requerendo à Camª a publicação d'uma postura adequada a prevenção as eventualidades sinistras a que estão sujeitos os predios em Paço d'Arcos que servem de depósito d'azeite pª os faroes, e onde se recolhe o salva vidas pela proximidade d'uma grande meda de pinho pertencente a Joaquim Pedro Ramos e José Mª Vieira, cassando-se-lhes as respectiva licença e que esta requesição seja exarada na acta, enviando-lhe copia da deliberação que houver sobre este negócio". Cinco anos depois, Joaquim Pedro Ramos seria pai de Carlos Vieira Ramos, o segundo homem que viria a exercer as funções de Comandante dos bombeiros paço-arcuenses;

 

1880 - Criação do Corpo de Bombeiros Municipais de Oeiras, por iniciativa de João Augusto Moreira. Por ter tido a iniciativa da fundação dos bombeiros do concelho, a Corporação paço-arcuense promoveu o descerramento do seu retrato, em sessão de 1928.MAI.27. da Assembleia Geral, na qual Carlos Vieira Ramos fez o elogio do homenageado;
1884.OUT.30 - Extinção do Corpo de Bombeiros Municipais de Oeiras e criação do Corpo de Bombeiros Voluntários do Concelho de Oeiras, com duas secções, a 1ª na sede e a 2ª em Paço de Arcos;

 

1888.DEZ.6 - "Pensa-se em organizar uma Associação de Bombeiros Voluntários na villa de Oeiras, tendo uma estação em Paço d'Arcos";
 
1891.NOV.18 - "...creado e já com estatutos approvados um corpo de bombeiros voluntarios denominado Associação Humanitaria de Bombeiros Voluntarios do Concelho d'Oeiras a qual terá secções em todas as localidade do concelho";

1891.NOV.21 - Fundação oficial da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários do Concelho de Oeiras

1891.DEZ.15 - Baptismo de fogo dos bombeiros voluntários do concelho de Oeiras. O ataque ao incêndio, num curral e alpendre da nora de José Diogo, contou com a presença do "pessoal e material da 2ª secção (Paço d'Arcos)";
 
1892.MAR - "O chefe do corpo dos bombeiros voluntários do concelho de Oeiras, foi ... a Barcarena tomar conta de material para abrir a 4ª secção. Acham-se pois 4 secções montadas. E, dias depois, "Em Oeiras...a corporação dos bombeiros organizou um cortejo. Compunha-se de um barco e do carro de material das 2ª secção, Grémio Recreio Popular, e as fanfarras de Oeiras e Paço d'Arcos";

1892.MAR.17 - "Os bombeiros voluntarios d'este concelho, 1ª e 2ª secção, acompanhados pela illustre direcção e mais socios do Gremio de Recreio Popular, de Paço de Arcos e pelas fanfarras Serpa Pinto, de Oeiras e Independencia, de Paço de Arcos, sairam no domingo, 6 do corrente, em bando precatorio a favor das vitimas sobreviventes da medonha catastrophe occorrida na Povoa de Varzim...Outro sim se resolveu que no domingo, 13, saísse novamente para acabar de percorrer os lugares a que não tinha sido possível ir...em virtude de a manhã de domingo se ter apresentado chuvosa, não se organizou o bando como desejava e apenas os voluntarios da 1ª secção foram até Algés, onde deviam receber a bomba que a exmª camara havia mandado construir nas acreditadas officinas do Sr. Felix Capucho, e que veio para serviço da referida secção...Eram 4 horas da tarde quando os voluntarios tomaram conta da bomba, em Belem, e d'ali marcharam para esta vila. De Algés por diante tocou a fanfarra com alegria e sem que mostrasse fadiga, os corajosos rapazes fizeram o percurso até Paço d'Arcos em 2 horas. Os camaradas da 2ª secção receberam-nos com foguetes e tiveram a amabilidade de lhes offerecer um calix de vinho e bollos, levantando-se diversas vivas à boa camaradagem...O pessoal da 2ª secção acompanhou até Oeiras a 1ª secção, aonde grande multidão de povo a aguardava, e das janellas foram lançadas flores sobre o pessoal";

 

1893.JUL.10 - Dissolução da Associação Humanitária de Bombeiros Voluntários do Concelho de Oeiras. Segundo a "Gazeta d'Oeiras", "a associação não tinha ainda estatutos approvados pela auctoridade, aquelles porque se administrava eram considerados defficientes e por isso foi nomeada uma commissão para os rever", cujo trabalho veio originar grande instabilidade administrativa. A partir daqui é fácil compreender a cordial secessão dos paço-arcuenses, bem retratada nas páginas do "Jornal do Bombeiro":"Em Novembro de 1891...foi organisada uma Associação de bombeiros vountarios, que deveria ter secções em differentes freguezias do concelho de Oeiras...Tendo sido dissolvida a associação dos bombeiros voluntarios do concelho d'Oeiras de que havia uma secção em Paço de Arcos, foi de commum accordo resolvido organisar ali uma corporação que, embora vivendo separadamente, continue mantendo boa camaradagem com a corporação de Oeiras. O facto de serem duas associações distinctas deve trazer mais do que benefícios, e certamente ninguem pretenderá crear rivalidade entre os seus membros, porque uns e outros saberão menter-se dignamente não dando ouvidos às calumnias e intrigas dos que por esta forma procurem prejudicar as benemeritas corporações e conseguir os seus malevolos intentos. Damos os parabens aos habitantes de Paço d'Arcos pela nova associação";
 
1893.OUT.30 - Fundação da "Associação de Bombeiros Voluntários Paço d'Arcos". A data escolhida, uma segunda feira foi, visivelmente, a da comemoração do nono aniversário da existência de bombeiros paço-arcuenses, através da fundação da 2ª secção do Corpo de Bombeiros Voluntários do Concelho de Oeiras. Os estatutos foram enviados (1895) à "authoridade administrativa a fim de serem submetidos à authoridade superior do distrito".

Assentemos, pois, em dois factos incontestáveis:

  • Existiram em Paço de Arcos, entre 1884 e 1893, bombeiros da 2ª secção da corporação concelhia de Oeiras;
  • A "Associação de Bombeiros Voluntários Paço d'Arcos, autónoma, tal como a conhecemos, foi fundada em 1893.

in "Os Bombeiros de Paço de Arcos - 1893/1993" de Rogério de Oliveira Gonçalves.

Actualizado em ( Quarta, 29 Julho 2015 09:47 )  


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