Incêndios florestais: Helicópteros KAMOV "sobressaem" da restante frota alugada

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A capacidade de lançar 4,5 toneladas de água de uma só vez e de se abastecer em qualquer local onde haja água faz sobressair os helicópteros KAMOV dos restantes meios aéreos de combate a incêndios florestais.
A EMA, empresa responsável pela gestão dos meios aéreos do Estado, tem uma frota de nove helicópteros (seis KAMOV e três Ecureil B3), os restantes meios aéreos para combater os fogos florestais no Verão são alugados pelo Estado.

"Os Kamov sobressaem da restante frota que é alugada pela circunstâncias de terem a oportunidade de fazer uma largada de água de 4,5 toneladas. Os outros dificilmente superam uma tonelada", disse à agência Lusa o presidente da EMA, Rogério Pinheiro, na véspera do início da fase "Bravo", a segunda mais crítica do combate a incêndios florestais.
Segundo o responsável, os KAMOV foram utilizados no ano passado "com grande sucesso" devido à "grande capacidade de largada de água".
Outra vantagem enumerada por Rogério Pinheiro é a possibilidade de abastecerem água em qualquer lugar em 30 segundos.
"O baldo tem um sistema de bombas que se enche a ele próprio. Não é preciso um grande espelho de água, uma grande albufeira ou um grande rio para abastecer. Numa ponte de água, mesmo que tenha uma altura não inferior a 50 centímetros, pode-se colocar as bombas", disse.
"As quatro bombas, num período de 30 segundos, enchem o baldo de 4,5 toneladas", adiantou.
Além dos incêndios, os seis KAMOV podem também ser utilizados em busca e salvamento, transporte de doentes e elementos das forças e serviços de segurança.
Com uma capacidade mais reduzida, os três helicópteros B3 servem para transportar as equipas de primeira intervenção aos fogos, além do baldo com 800 litros.
Em 2007, quando a EMA adquiriu os primeiros meios aéreos, existiam quatro B3, mas um deles despenhou-se quando combatia um incêndio em Melgaço.
Rogério Pinheiro adiantou à Lusa que a reposição do quarto B3 deverá acontecer no terceiro trimestre deste ano, passando a EMA a dispor de uma frota de 10 meios aéreos.
"O adequado para a dimensão do país é 10 helicópteros. Não quer dizer que não possamos vir a alterar a frota no futuro, em função da realidade do país ou das alterações climáticas. Mas neste momento, estamos longe de esgotar as capacidades do ponto de vista das necessidades", disse à Lusa o secretário de Estado da Protecção Civil, José Miguel Medeiros.
Para a época mais crítica de incêndios florestais, de 01 de Julho a 30 de Setembro, vão estar mobilizados 56 meios aéreos, tendo o secretário de Estado garantido que os concursos para aluguer "estão a decorrer dentro da normalidade".
"Temos todos os concursos lançados e outros já concluídos. A EMA tem feito o seu trabalho e está tudo visado pelo Tribunal de Contas", afirmou o governante.
Segundo José Miguel Medeiros, o custo total dos meios aéreos está orçado anualmente em 48 milhões de euros, valor que inclui os meios próprios e alugados.
Para José Miguel Medeiros, Portugal só tem vantagens em possuir meios próprios, tendo sido exemplo o que aconteceu com os incêndios de Março, em que "não foi necessário recorrer ao mercado de aluguer".
"Este ano, já vimos as vantagens em ter um dispositivo destes no nosso país. Numa fase em que normalmente só tínhamos dois helicópteros para todo o tipo de emergências, conseguimos rapidamente com todos os helicópteros da EMA pôr no terreno um dispositivo" para dar resposta, afirmou, salientando que "esta autonomia estratégica foi um ganho muito importante".
Segundo a EMA, os nove helicópteros fizeram desde 01 de Janeiro a 30 de Abril 872 horas de voo, enquanto em 2008 foram efectuadas 1.620.
Só para os incêndios de Março foram feitas 300 horas de voo e 1.800 descargas de água num total de 180 voos.
Os helicópteros da EMA e os meios aéreos alugados vão ser espalhados, durante o Verão, em todo o país. Santa Comba Dão, Loulé, Lisboa, Guarda, Braga, Vila Real, Ribeira de Pena, Ferreira do Zêzere são alguns dos locais.

Fonte: Jornal Bombeiros de Portugal, da Liga dos Bombeiros Portugueses

 


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