Exercício sísmico no fim-de-semana

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Casas destruídas, vias cortadas e incêndios são alguns cenários em que 4.548 pessoas estarão envolvidas entre sexta-feira e domingo, num simulacro de sismo nos distritos de Lisboa, Santarém e Setúbal, para testar a capacidade de resposta da Protecção Civil.
Para o exercício "Prociv IV/2008", ontem apresentado na Autoridade Nacional de Protecção Civil (ANPC), em Oeiras, vão estar mobilizados 2.750 elementos operacionais e 1.798 figurantes, dos quais 234 vão simular que estão mortos, 795 feridos e 769 desalojados.

Baseado no sismo histórico de 1909 em Benavente, o "terramoto", com uma magnitude de 6.6/6.7, vai "abalar" os distritos de Lisboa, Santarém e Setúbal a partir das 15:00 de sexta-feira e gerar elevados danos materiais e humanos em diversos locais.
Alenquer, Samora Correia, Porto Brandão, Vila Franca de Xira, Benavente, Seixal, Porto Alto, centro histórico de Almada, Sintra e Barreiro são algumas das localidades que terão edifícios em colapso e soterrados, deslizamento de terras, vias de acesso bloqueadas e incêndios urbanos e florestais.
A cidade de Lisboa também será "seriamente afectada", sendo necessária a evacuação do Centro Comercial Colombo, no sábado de manhã; vários edifícios na zona oriental ribeirinha serão destruídos na sexta-feira; e, em Alfama, um incêndio num posto de combustível no sábado vai obrigar ao accionamento de brigadas de protecção civil locais.
No domingo está ainda previsto o descarrilamento de uma composição do metro entre Telheiras e Campo Grande.
O exercício, que será realizado ao longo dos três dias em simultâneo, vai levar também ao condicionamento do trânsito nos locais onde decorrerá, além de se verificar o movimento de colunas e grupos de veículos de socorro nas principais auto-estradas e vias de acesso às zonas do cenário.
Na apresentação do exercício "Prociv IV/2008", o comandante operacional nacional da ANPC, Gil Martins, disse aos jornalistas que no terreno vão ser avaliadas valências específicas, nomeadamente busca e salvamento, emergência médica, apoio social e logístico, avaliação de estruturas, ligação aos órgãos de comunicação social, matérias perigosas e incêndios urbanos e industriais.
Segundo Gil Martins, esta será a primeira vez que a Protecção Civil testa as suas capacidades nacionais num cenário de risco sísmico.
Além do treino, o simulacro de sismo tem igualmente como principal objectivo a validação dos pressupostos operacionais contidos no Plano Especial de Emergência de Risco Sísmico para a Área Metropolitana de Lisboa e Concelhos Limítrofes (PEERS-AML).
Gil Martins adiantou que o Plano, que vai sofrer a terceira actualização após o exercício, deverá ser aprovado em Conselho de Ministros até ao final do primeiro semestre de 2009.
O Plano terá que estar aprovado quando se realizar um exercício internacional em Portugal em Maio de 2009, adiantou.
No exercício vão estar também envolvidas 68 entidades, desde Bombeiros, PSP, GNR, Forças Armadas, Aviação Civil, INEM, Cruz Vermelha Portuguesa, Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, Polícia Judiciária, autarquias locais e Ministério Público.
A acompanhar o simulacro estarão também observadores originários das entidades envolvidas.

Abalo de 1909 em Benavente inspira exercício

O sismo de 23 de Abril de 1909, que arrasou a vila de Benavente, serve de inspiração ao exercício que vai decorrer de sexta-feira a domingo em vários locais dos distritos de Lisboa, Setúbal e Santarém.
Com uma magnitude estimada entre 6 e 7,6 graus na escala de Richter, o sismo de Abril de 1909 provocou 30 mortos e 38 feridos, balanço que só não foi mais dramático porque, à hora em que ocorreu, 17:05, a grande maioria da população estava ainda a trabalhar nos campos.
De acordo com um documento do Museu Municipal de Benavente, o forte abalo, que se sentiu em todo o país (é considerado o mais destruidor em Portugal continental no século XX), destruiu por completo os aglomerados de Benavente, Samora Correia, Santo Estêvão e Salvaterra de Magos.
Testemunhos da época referem as "casas que se desmoronam em nuvens colossais de poeira que se elevam nos ares", o "aspecto desolador da vila em ruínas" e as populações em pânico a reunirem-se no Largo do Chaveiro ou em fuga para os campos.
Quarenta por cento das habitações de Benavente ficaram totalmente destruídas, outras tantas sem condições para voltarem a ser habitadas e apenas 20 por cento recuperáveis depois de obras de reparação, referem os dados da Biblioteca Municipal de Benavente.
Dos edifícios públicos, apenas a Câmara Municipal (construída em 1874) e a Biblioteca Municipal resistiram, mesmo assim com danos relevantes, tendo o património religioso praticamente desaparecido.
O sismo terá durado 22 segundos e as réplicas fizeram sentir-se durante muito tempo, a mais forte das quais sentida a 02 de Agosto.
Sem comunicação telegráfica, a notícia do sismo chegou à capital do distrito, Santarém, através de um lavrador que para aí se dirigiu de automóvel, referem os documentos.
O Governador Civil de Santarém, o chefe da polícia, guardas e bombeiros chegam a Benavente ainda no dia da tragédia, por volta das 23:00.
No dia seguinte, o rei D. Manuel visita a zona sinistrada e as forças militares começam a instalar tendas de campanha e trazem mantas, camas, roupas, enviando o Hospital Militar da Estefânia médicos e enfermeiras.
Por iniciativa do Diário de Notícias e do Clube de Fenianos, do Porto, foram edificados dois bairros para as famílias mais pobres, ainda hoje conhecidos por Bairros Novos, enquanto a Cruz Vermelha mandou edificar barracas de zinco.
No exercício que se inicia sexta-feira, e que vai simular a ocorrência de sismos nas povoações de Benavente, Samora Correia e Porto Alto, vão estar envolvidas um total de 600 pessoas, entre bombeiros, elementos da Cruz Vermelha, PSP, GNR, força especial de bombeiros, INEM e a colaboração do Corpo Nacional de Escutas e de populares como figurantes.
O coordenador distrital de operações de socorro, Joaquim Chambel, disse à agência Lusa que a protecção civil conta com a compreensão das populações, uma vez que vão ser criados uma série de constrangimentos, nomeadamente à circulação.
Para Joaquim Chambel, este tipo de exercícios é "indispensável para a articulação, comando, controlo e gestão de operações".
O exercício do próximo fim-de-semana segue-se ao que foi realizado em Maio passado, estando previsto ainda um terceiro para Maio de 2009, este mais vocacionado para testar a articulação com instituições de outros países.

Fonte: Liga dos Bombeiros Portugueses

 

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