Bombeiros assumem segurança balnear

Quarta, 01 Junho 2016 20:34 Gabinete de Sistemas de Informação
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Numa iniciativa apresentada como inédita, os Bombeiros Voluntários de Paço de Arcos vão garantir a segurança aos frequentadores da praia de Santo Amaro de Oeiras, até 18 de Setembro, apostando em nadadores-salvadores que acumulam a formação de bombeiros e num vasto conjunto de materiais e embarcações. A organização e o uso destes meios constam de um Plano Integrado de Prevenção e Prontidão em Praias (PIPPP) que visa gerar sinergias capazes de assegurar um socorro de qualidade e ao mesmo tempo com redução de custos. Um modelo pronto a ser replicado, dizem os seus responsáveis.
A corporação de Bombeiros de Paço de Arcos responsabiliza-se pela segurança na Praia de Santo Amaro através de um plano integrado que junta embarcações e material diverso (comunicações rádio, desfibrilhadores, etc) a um grupo de sete nadadores-salvadores que são, também, bombeiros. O objectivo é que as mais-valias dos ‘soldados da paz’ se traduzam em menos custos e mais garantias de um socorro de qualidade e abrangente.

Este Verão, a praia de Santo Amaro será “uma das mais seguras do mundo”, garantiu o comandante Ricardo Ribeiro, durante a recente assinatura do protocolo entre a corporação de Paço de Arcos, os concessionários daquele areal e a União de Freguesias local, o qual estabelece a participação de cada uma das partes na implementação de um Plano Integrado de Prevenção e Prontidão em Praias (PIPPP) que é apresentado como inédito no país. “Em termos de segurança, não exagero se disser que hoje a praia de Santo Amaro de Oeiras oferece uma segurança de excelência e, provavelmente, não existirá em muitas praias do mundo - e não estou a exagerar pois tive cuidado de ver o que se passa noutros lados”, disse o líder operacional dos bombeiros.

Ricardo Ribeiro realçou os “factores diferenciadores” deste plano: “Antigamente, uns faziam o resgate na água, outros faziam a estabilização no areal e outros ainda faziam o encaminhamento para unidade hospitalar; hoje é a mesma entidade que faz tudo isso e com a vantagem de os nossos nadadores-salvadores serem bombeiros que são socorristas e, portanto, têm formação e experiência específicas”. Sublinhando que, neste esquema de prevenção e socorro, “há uma cadeia e um ciclo que se completam”, aquele responsável destacou, ainda, a disponibilização de “uma estrutura de comunicações muito evoluída, com sete rádios VHF banda marítima nos quatro postos e pelo comandante de operações, mais um rádio SIRESP que permite o contacto directo com os agentes da Protecção Civil”, daí resultando “a organização do socorro de forma muito precoce”.

Motos de água e embarcações, malas de emergência pré-hospitalar, rádios de comunicações, planos duros e desfibrilhadores automáticos externos (adulto/pediátrico), binóculos, megafones, são alguns dos equipamentos com que se pretende dar o máximo de garantias em termos de segurança geral na praia de Santo Amaro. A propósito, o comandante Ricardo Ribeiro louvou a participação da União de Freguesias no apetrechamento, pois aquela autarquia custeou a aquisição de um desfibrilhador, para além de um apoio já habitual em combustível (300 litros). Aos fins-de-semana e feriados dos meses de Junho, Julho, Agosto e Setembro, o plano prevê meios complementares, tais como a permanência de uma ambulância de socorro na praia de Paço de Arcos para “intervenção imediata em caso de gravidade excepcional em qualquer uma das praias”, uma ambulância de reserva pronta a substituir a anterior se a mesma for accionada, uma embarcação a patrulhar todas as praias do concelho e uma outra que estará de prevenção na base do Grupo de Socorro Náutico da corporação (na Marina de Oeiras), para além de duas equipas de bombeiros/socorristas que patrulharão de bicicleta as praias entre Caxias e Oeiras.

Uma ideia que pode expandir-se

A ideia de um dispositivo integrado assegurado pelos bombeiros para garantir a segurança nas praias partiu do comandante Ricardo Ribeiro e foi aceite pelas autoridades que superintendem nas praias.

Este responsável disse ao JR que a estratégia nasceu a partir do objectivo, expresso desde a sua tomada de posse, de olhar de outra forma a vertente do socorro náutico daquela corporação. “Os Bombeiros Voluntários de Paço de Arcos não têm só as valências de combate a incêndios e emergência pré-hospitalar. Eles também têm uma responsabilidade e uma missão de socorro a náufragos, que fazem parte dos nossos pergaminhos e estavam um pouco adormecidos.

Nesse sentido, trata-se de dar continuidade ao processo que já é da nossa história, da nossa identidade”. Uma ideia que pode agora expandir-se a partir de Santo Amaro para muitos outros locais. “O nosso objectivo é tentar explicar aos concessionários que há uma clara vantagem em fazerem projectos integrados com os bombeiros. Nós estamos disponíveis, se houver outros corpos de bombeiros que queiram, também, apresentar propostas a outros concessionários no país inteiro, porque não?”, salienta Ricardo Ribeiro, adiantando que já foi, aliás, convidado a apresentar este projecto noutras instâncias. Mas, com tanto arsenal de meios envolvidos nas praias não se abrirão vulnerabilidades na retaguarda? O comandante da corporação de Paço de Arcos garante que não. “Desde logo, tivemos a incorporação de mais bombeiros. Depois, alguns dos que estarão cá são pessoas que acabaram o curso agora e, portanto, não estavam ao serviço. Por outro lado, sendo período de férias dos empregos também há uma maior disponibilidade para prestarem serviço nos bombeiros”.
Certo é que este PIPPP permite baixar o número de nadadores-salvadores que seriam necessários nos 800 metros de areal em Santo Amaro, caso não houvesse plano integrado e envolvência de outros meios de prevenção e socorro próprios do corpo de bombeiros. No âmbito do protocolo firmado entre as partes, o custo dos seis nadadores-salvadores na praia de Santo Amaro será suportado pelos quatro concessionários presentes naquele areal, os quais, segundo declarações na cerimónia de assinatura do entendimento, manterão este ano o mesmo nível de despesas de anos anteriores.
 
Fonte: Jornal da Região, 1 de Junho de 2016
 
 
Actualizado em ( Quarta, 01 Junho 2016 21:00 )  


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